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Ainda se lucra na renda fixa
Publicado em: - 30-04-2009
Os investidores conservadores estão agitados. Juros em queda, poupança sob a mira do Governo, rendimentos dos fundos em baixa, nunca o brasileiro se viu tão preocupado com suas reservas financeiras. Durante muitos anos, o Brasil vinha sendo o melhor lugar do mundo para se ganhar dinheiro sem trabalhar: bastava ter dinheiro e vê-lo se multiplicar sozinho com os gordos juros da economia. Viramos agiotas.
Ao reduzir a taxa Selic para 10,25% ao ano, ou 0,8165% ao mês, o Copom não só tirou o Brasil do topo desse vergonhoso ranking, mas também fez os poupadores começarem a se mexer para estudar suas alternativas. Não é para menos. Se descontarmos o imposto de renda mÃnimo de 15% praticado nos produtos de renda fixa, o rendimento lÃquido já está abaixo de 0,7% ao mês, ou 8,65% ao ano. Com isso, qualquer fundo de renda fixa que cobre mais de 2% ao ano em taxas terá perda certa na comparação com a Caderneta de Poupança, e isso levando em conta que o poupador deixará o dinheiro aplicado por dois anos ou mais. Para quem quer poupar para resgatar em menos de seis meses, um fundo que cobre 1% ao ano em taxa de administração ficou caro.
Há alternativa? Sim, sem dúvida. Se a taxa de administração está pesando, fugir dela é a solução para melhorar o desempenho dos investimentos. TÃtulos públicos, adquiridos através do programa Tesouro Direto, sempre foram vantajosos. Hoje, estão mais atraentes do que nunca, ainda mais que a BM&F Bovespa, em parceria com o Tesouro Nacional, está instituindo a negociação de tÃtulos através de homebrokers e com redução na taxa de custódia para 0,3% ao ano. Outra solução é buscar fundos de renda fixa distribuÃdos por corretoras de valores, cujas taxas normalmente são iguais a menores do que 1% ao ano, exigindo aplicações iniciais a partir de R$ 1 mil.
O imposto de renda também é uma pedra no sapato. Com isso, Letras Hipotecárias, para quem tem valores maiores a aplicar, e planos de previdência privada ganharam relevância nessa competição. Também para quem aplica quantias maiores, os CDBs, que permitem pagar o imposto somente no final, sem a retenção semestral de imposto praticada nos fundos, mostram-se mais competitivos de os fundos, se pagarem acima de 95% do CDI. Lembre-se que o Fundo Garantidor de Crédito assegura a preservação do capital para todos aqueles que têm R$ 20 milhões ou menos aplicados em CDB. O mesmo vale para a Poupança.
Aliás, nesse turbilhão de mudanças e alternativas, a Caderneta continua sendo mesmo a melhor relação custo-benefÃcio para a maioria dos brasileiros, que investem pouco e durante prazos curtos.
Tenho ouvido muita gente preocupada com a possibilidade de o Governo intervir na poupança. Há quem levante a hipótese de algo similar ao congelamento do Governo Collor. Puro terrorismo, cultivado por irresponsáveis. O Governo deve, e vai intervir na Poupança, provavelmente limitando-se a reduzir os rendimentos ou a tributar os ganhos, para situá-la na nova realidade econômica do paÃs. Porém, não há motivo para os poupadores não confiarem mais no produto.
Você apenas deve perceber que, enfim, para ganhar mais no Brasil, será preciso trabalhar mais, ou seja, estudar as alternativas para aplicar suas suadas reservas.
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é consultor financeiro pessoal e autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Ed. Gente) e Investimentos Inteligentes (Thomas Nelson Brasil).
Publicado originalmente no site www.maisdinheiro.com.br. Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução autorizada desde que citada a fonte www.maisdinheiro.com.br
28 depoimentos!!
Manuel:
Gustavo… obrigado por ter-me ajudado e esclarecido aonde devo aplicar meu dinheiro bem suado.
Valeu.
Manuel
Ronaldo:
Gustavo, belo artigo. Após minha leitura do livro “Dinheiro, os segredos de quem tem”, adotei uma nova postura financeira e hoje destino parte da minha renda a aplicações financeiras, mais especÃficamente no CDB a 97% do CDI.
Já tenho aplicações onde o IR já é de 15%, o que ainda viabiliza o investimento frente a poupança, mas confesso ter ficado preocupado com a queda dos juros, principalmente pelo fato de ter projetado minha independência financeira. Pena que a inflação sempre tem um reflexo contrário à queda dos juros, vez que as pessoas ficam mais consumistas devido aos financiamentos mais baratos, e a inflação aumentando, diminui o RENDIMENTO REAL das aplicações. Se existisse um efeito anzol da inflação com a queda dos juros, até que não haveria motivos para a preocupação do investidor…
Caro, sempre é um prazer ler os seus artigos
Abs,
Ronaldo
Gustavo Boschin:
Gustavo, novamente leo um artigo brilhante de você. Ha um tempo sai dos fundos e ações e foi para a poupança, isso me permitiu justamente o que você propoe etudar outras alternativas, sempre observando taxas de administração, corrretagens, carregamento, e inflação que não devemos esquecer.
Diego Teixeira:
Olá Gustavo, Excelente artigo. Parabéns. O que eu fiquei com dúvida é a respeito da garantia do FGC de 20 milhões. Não eram 60 mil? At Diego
Ivaldeir Pinheiro de Freitas:
Gustavo, gostei do seu artigo, estou sempre lhe acompanhando. Gostei muito do seu livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Foi a menhor coisa que eu fiz em 2008, lê-lo! Abriu meus horizontes quanto a questão financeira, li e reli augumas vezes.
Obrigado.
carlos oliveira dos santos:
Gustavo,grato ao e-mail recebido, pois veio em boa hora, iniciante nos conhecimento financeira Globalizado todo informe será bem vindo. Boas a VC.
Roberto Tavares Nunes:
Caro Gustavo, creio que há uma correção a ser feita no seu artigo sobre renda fixa, pois o valor garantido pelo FGC é de R$20.000,00 (Vinte Mil Reais) por CPF e não 20 milhões, embora este fato não diminua a importância do seu artigo em alertar os investidores para as taxas de administração cobradas pelos bancos e a incidência do IR. Um abraço.
Roberto
CLAUDIA BERNARDES:
Seu artigo , como sempre muito pertinente, me faz refletir sobre a palavrra agiota, me parece um pouco forte, quando aplicada à classe média brasileira que sem um pingo de educação financeira, sempre ouviu o que o gerente de banco mais proximo tinha para sugerir.
Os jurinhos da renda fixa era ainda o pouco que o sistema nos devolvia num mar de tantos assaltos como a tributaçao, a inflação, essa vidinha meia boca no Brasil… Agora nem isso.
Carlos eduardo dos santos:
Caro Gustavo, se assim me permite chama-lo, pois então li seu artigo e continuei ainda a pensar em certa passagem de umseus livros onde vc diz que enriqueceu apostando na crise, ou melhor, comprando qdo ninguém o fazia, pois então, eu venho adotado uma postura parecida e como ja tinha cotas de participação em um fundo de uma corretora continuem comprando cotas. Penso num investimento de longo prazo, longuÃssimo mesmo. Após ler seu artigo e não ver uma referencia as alternativas de longo prazo, pergunto se esses fundos ligados À ações (carteira de empresas tidas como sólidas , petrobras, vale…) são alternativas para meus investimentos de longo prazo.
Eduardo Molina:
Gustavo, desde a primeira vez que tive a sorte de te ouvir na rádio transamérica, tornei-me um fã seu. Agradeço pelos ótimo livro que você escreveu: “Casais inteligentes, enriquecem juntos”.Literalmente, deposito todo meu invetimentos em suas opiniões. Parabéns, nos vemos na ExpoMoney em BrasÃlia este ano. Eduardo Molina
Marcelo Cardoso:
No texto acima você fala que o Fundo Garantidor de Crédito assegura em 20 Milhões, está correto? Não seria 20 Mil?
Como medida contra a crise, realmente o Governo decidiu estender a cobertura dos depósitos pelo FGC até o total de R$ 20 milhões.
Debora:
Gustavo,
Excelente esclarecimento frente aos novos rumos das aplicações financeiras, o que nos dá a confiança de onde poderemos aplicar o nosso dinheiro. Quero parabenizá-lo pelo livro “Casais Inteligentes enriquecem juntos”, que por sinal é maravilhoso, com uma leitura fácil e de muito conteúdo prático. Tenho a certeza que se tivesse a oportunidade de ter essa leitura anos atrás, algumas das decisões mais importantes na minha vida teriam sido bem diferentes.
Que Deus lhe abençõe mais e mais.
Debora
Paulo Roberto:
Li o seu livro Dinheiro, os segredos de quem tem e achei muito bom….agora vou ler casais inteligentes enriquecem juntos….
Nós seus leitores sabemos que devemos estudar novas formas de invertir, mas com a crise e essas alterações atuais, como a redução de juros….qual seria um percentual aceitável para rendimento real???
Guilherme:
Parabéns pelo artigo e pela palestra ontem na Feevale. Estava ótima!
Abraço!!
Raycson Mendes:
Raycson:NÃO CONCORDO Gustavo, já acompanhei duas palestras suas ao vivo e também já li dois livros seus, e entendo ser vc um autor iluminado e diferenciado em relação aos tantos outros. Porém, não concordo com a sua opinião sobre a queda nos juros no Brasil. A crise americana que está trazendo o sofrimento de milhoes de pessoas ao redor do mundo, com a perda de empregos e outras consequencias, deveu-se principalmente a farra dos juros excessivamente baixos e ao capital fácil. As pessoas, em sua grande maioria, ficam inadimplentes e não sabem empregar os recursos obtidos por empréstimos, quando os juros são muito baixos. Isso foi visto na prática nos USA. A impunidade é o mal da humanidade e pagar juros é reeducador para quem abusa do consumismo. Além do que o brasileiro não está preparado para juros baixos. Sem retorno na renda fixa, a massa de investidores que alimentavam a poupança nacional vai consumir como jamais visto e a inflação vai disparar, eu sou capaz de apostar nisso. Os salários vão ser corroÃdos pela inflação e como sempre quem vai perder são os assalariados e não os empresários. O que governo precisa fazer ele não faz porque não tem CORAGEM, é FRACO. Não é reduzindo a selic que os juros para as empresas e a população vai diminuir, ele tem que atacar o famigerado spreed bancario, isso sim é uma vergonha nacional e ninguém faz nada. Só para exemplificar a selic caiu de 20% para 10%aa( a metade) nos últimos tempos, enquanto os juros para empréstimo ao consumidor caiu, no mesmo perÃodo, segundo li recentemente, de 165% para 160%aa, parece piada, mas não adiantou nada a selic cair pela metade. Os bancos captam nossas aplicações a juros baixos e cobram vinte vezes mais quando nos emprestam de volta e também para as empresas. Isso sim é uma AGIOTAGEM E SACANAGEM que só acontece num paÃs como o Brasil e com um povo tão PASSIVO como o brasileiro.
Raycson, os juros baixos só são usufruÃdos por quem constrói um bom perfil de crédito. A farra que ocorreu nos EUA deveu-se à irresponsabilidade dos bancos, que passaram a conceder crédito até a quem não merecia, apostando (especulando) no crescimento infinito da economia. O atual nÃvel de regulação imposto pelo Banco Central do Brasil inviabiliza essa irresponsabilidade no Brasil. Renda fixa não é investimento, mas sim aluguel de dinheiro, e por isso só deve custar caro em paÃses pobres, onde o dinheiro é escassso. Nà o é mais o caso do Brasil. Agradeço de coração sua importante opinião para este debate inteligente, mas mantenho minhas considerações.
Paulo CÃcero:
Caro senhor Gustavo Cerbasi, parabéns pelo seu brihante artigo.
Li e reli seus livros: Casais inteligentes e investimentos intligentes. Meu pensamento é fazer um investimento a longuÃssimo prazo, para futuramente pagar a faculdade de meu filho. (renda fixa)
Mas agora com essa crise e com as novas regras do governo; não sei o que fazer.
Por favor me dê uma luz.
Paulo, as sugestões dadas nos livros são especialmente válidas em tempos de crise.
Stefan Gimenes:
Gustavo boa tarde, Estou com uma certa dificuldade em saber onde investir o meu dinheiro, tenho já um valor guardado na poupança, e disponho de um valor mensal já estipulado no meu orçamento para investimento. A dúvida é se continuo na popular poupança ou se mudo para outro investimento.
Marco Bot:
Caro Gustavo, muito bom seu artigo. Realmente está difÃcil chegar a Independência financeira com estes juros atuais. Depois de ter lido “Casais inteligentes enriquecem juntos” estava muito comprometido com este objetivo, baseado numa taxa de 1% ao mês. Agora estou bastante desanimado e já perdi um pouco as esperanças e acabei “investindo” parte das minhas economias para terminar de mobiliar a minha casa (que claro foi feita com 0% de financiamento).
Marco, corrigindo: na posição acomodada de não querer estudar e montar uma estratégia de investimentos, você decidiu torrar seu dinheiro…
Stefan, antes de definir seu investimento, você deve definir sua estratégia. Sugestão: leia meu Investimentos Inteligentes.
Renato Santos:
Caro Gustavo, salvo engano, o FGC ainda é de R$ 60.000,00 por investidor http://www.fgc.org.br/?conteudo=1&ci_menu=20.
Os 20 milhões são apenas para os depósitos a prazo com garantia especial do FGC (RESOLUÇÃO 3.692, DO CMN, DE 26.03.2009) Abraços,
ALEXANDRE:
Na verdade o FGC antes era 20 mil mesmo, porém agora ele sofreu uma alteração e passou a ser 60 mil.
maria lucia:
Gustavo,gosto muito de seus ensinamentos e esclarecimentos sobre finanças.
Tenho alguns livros seus e aprendi muito com eles.
Com a experiencia em investimentos que vc tem,o que me recomendaria:investir em imoveis,gado ou CDB?
Levando se em conta que ja tenho essas tres possibilidades,um imovel popular alugado,um sitio ,50 mil em CDB.
Só que não consigo fazer os calculos pra ver o que vale mais a pena ,hoje.
sSe me responder fico agradecida.
Maria Lucia, ninguém poderá lhe dar essa resposta a não ser você mesma. O melhor investimento será aquele com o qual você se sinta melhor ao aprender sobre ele. Recomendo a leitura de meu livro Investimentos Inteligentes. Ao final da leitura, você terá sua resposta.

