Menu de Navegação
Faça um teste
Palestras
Parceiros
Blog Mai$ Dinheiro
Economia e riqueza, para leigos
Publicado em: 10-01-2010
Um amigo me mandou uma história muito interessante, que explica em poucas palavras as idéias de giro financeiro e alavancagem. Explica também o que pouca gente entendeu: por qual motivo a solução para a crise, no inÃcio, era simplesmente incentivar o povo a gastar? A autoria do texto, infelizmente, eu desconheço, mas agradeço o envio da informação, para ser atualizada neste post.
Veja só que matemática interessante:
Numa cidade, os habitantes, endividados estão vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um gringo e entra no único hotel. O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dÃvidas com o açougueiro.
O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suÃnos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dÃvida.
O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta de R$ 100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava, e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dÃvidas e começam a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!
31 comentários!!
Geovane Alves comentou:
Esta história é muito interessante. O que faz a economia girar é o consumo. Mas o dinheiro é importante para facilitar as trocas.
Twitter: geovane_economy
Márcio Alves comentou:
Maravilha..gostei da história!!…tão óbvia mas tão pouco explorada quando a crise afeta os bolsos…
Alan Ribeiro comentou:
Muito boa a história, pena que nem todo consumidor tem a consciência de fazer o dinheiro girar, vem o famoso “fiado, cheque sem fundo…” atrapalha totalmente esse ciclo.
Rafael Berthi comentou:
Muito simples e direto, porém de uma grandiosidade incrÃvel.
Parabéns a quem escreveu essa “história” que faz nos lembrar que o dinheiro nada mais é do que uma forma “evoluÃda” (ou não) de escambo. Aquela história de trocar o que produzimos pelo que o outro produz continua, porém agora em forma de notas.
Gustavo,
Parabéns pelo seu trabalho na educação financeira das pessoas.
Mais sucesso em 2010.
Abraço
Thomas Lopes comentou:
Muito legal a história, mas tem algo que me incomoda: Muitas pessoas pagaram suas dÃvidas com esse processo, mas pelo menos o gerente saiu lesado nessa história, pois continuou com um saldo negativo de R$ 100, pois teve que devolver o dinheiro ao gringo.
E se o gerente resolve fazer como o gringo, e correr atrás de sua nota de 100?
Raymara Martins comentou:
A história é bem interessante. Nos mostra uma das funções do dinheiro: resolver problemas. Todos, de certa forma (não ignorando a situação do gerente e do gringo), acabam com um certo problema em suas vidas. A vida realmente é assim.
Eduardo Vaz comentou:
Olá Thomas,
Na verdade o gerente lucrou sim. Não precisou alugar um quarto e mesmo assim pagou a dÃvida que tinha. Seria pior para ele se o gringo resolvesse ficar no hotel.
Renato Prado comentou:
Se houvessem impostos sobre estas operações, o dinheiro não circularia até o final… =]
Geovane Alves comentou:
Olá Thomas e Eduardo Vaz,
Não se deixem enganar pela bela história. Todos os participantes desse mercado possuem créditos e débitos igual a R$ 100. É por isso que a conta fecha. Se o turista ficasse com o quarto melhor seria para o hotel pois aà ele passaria a ter R$200 em crédito e R$ 100 em débito. O dinheiro simplica a troca. Por sinal são 4 as funções da moeda. Meio de troca, Unidade de conta, Reserva de Valor e Meio de Pagamento.
Thais comentou:
Consinto com o Thomas, pois o dinheiro que a prostituta entrega ao gerente é para pagar a sua dÃvida com o hotel e não com o gerente. Dessa forma, os
R$100,00 iria direto para o caixa do hotel, e não para o ‘bolso do gerente’. Com isso, o gerente continuou na mesma, continuou com a sua dÃvida de R$100,00, mas agora com o seu próprio empregador.
Gostei muito da história, trata de um assunto grande, mas de forma simples e de fácil compreensão.
Sinto-me grata pela oportunidade de acessar um site com um conteúdo de tamanha qualidade, num momento em que o pensar na economia e nas finanças, tem feito muita diferença na construção e planejamento do futuro das pessoas.
Muito grata,
Thais.
Thomas Lopes comentou:
Eduardo, eu discordo.
Se o gerente não tinha dinheiro para pagar a dÃvida, e aà gastou os 100 do grindo para pagá-la, ficou zerado novamente. Quando o gringo voltou, e pediu os 100 devolta, de onde ele tirou? Se tirou do caixa do hotel, ele continua devendo 100, mas agora para o hotel.
Sendo o gerente também dono do hotel, pior ainda, pois se está zerado, vai ter que recorrer a um empréstimo para devolver os 100 ao gringo.
Paulo comentou:
Já tinha lido este texto e gostado muito.
Já percebi também que o mesmo ocorre com coisas inusitadas como uma simples “esmola” na rua. Nas épocas que o coração parece mais disposto a ajudar o próximo, parece que se inicia um ciclo deste. O garoto de rua sai correndo pra comprar comida, o dono do mercado aumenta seu negócio pedindo mais para seu fornecedor e o ciclo acabava voltando para mim que fazia mais panfletos e notas fiscais para estes ultimos (eu tinha uma gráfica). O caminho pode mudar (mesmo caminhos excusos que alguns podem contra-argumentar), mais o “ciclo de prosperidade” se mantém.
É uma coisa para se pensar!
Felipe Riccieri comentou:
Claro que o dono do hotel NAO ficou no prejuizo. Ele recebeu o que a prostituta estava devendo. Entenda que o dinheiro pode ser encarado como uma forma de energia. Se voce tem energia acumulada nao realiza nada. Porém qdo voce movimenta a energia, ela transforma o mundo mas permanece inalterada. o que faz a roda girar nao é a energia acumulada e sim a a energia transferida, em movimento.
Se alguem ficou no prejuizo foi o gringo que “alugou” o dinheiro por um tempo e nao recebeu nenhuma remuneracao.
jefferson freitas comentou:
Caros amigos por um momento esqueçam o gringo e pensem que a prostituta pagou o Hotel e o Hotel pagou o açougue.Ninguém perdeu nada.
Débora Rangel comentou:
Muito interessante está hitória, ela retrata bem o cotidiano nosso na crise que estamos, em outras palavras “estamos vedendo o almoço para comprar a janta”, assim esta sendo a situação de muitos no momento no Brasil, sobrevivendo.
Alexandre Araújo comentou:
Thomas,
Vc não entendeu a história ou não leu direito. A Prostituta pagou os R$ 100,00 para o hotel e esse mesmos R$ 100,00, o gerente devolve ao gringo.
Excelente história.
Emerson Romão comentou:
Não o gerente devolveu ao gringo os 100 que a prostitura havia pagado a ele… E se o cliente fica no hotel o gerente também lucraria já que não precisaria devolver os 100
marcos boeira comentou:
Ola Thomas Lopes!
Acho que vc nao leu a história com cuidado, pois o dinheiro devolvido ao gringo veio da prostituta que pagou a divida ao hotel. Ficando assim sem divida, porém também sem o crédito da prostituta
Antonio Carlos comentou:
Eduardo e Thomas,
O que aconteceu na verdade, foi que o gerente tinha um recebivel da prostituta. Quando ela quitou a divida, este dinheiro ficou no caixa do hotel sendo devolvido para o gringo. Desta forma não houve nem prejuÃzo, nem lucro para o gerente. Se o gringo se hospedasse, ele teria um lucro de R$ 100,00, pois o dinheiro permaneceria no caixa.
Eduardo Melo comentou:
Olá a todos!
Adorei a estória contada. Sobre a discussão acima é importante lembra que antes de pegar o dinheiro do Gringo o hotel tinha uma divida de 100 e ao final do ele não tinha mais a divida, ou seja, ele saiu de uma situação negativa para uma situação neutra!
Gustavo, você é uma das grandes referência no seu trabalho no mundo - Graças a deus mostramos que Brasileiro também é muito inteligente. Sou um grande fã e lhe acompanho em livros, rádio, internet. Só vai ficar faltando a palestra!
Grande 2010 para todos.
March comentou:
Boa história!
Quanto ao fato de o gerente/dono do hotel ter tido lucro ou prejuÃzo, penso que não ocorreu nem um nem outro.
Antes da chegada do gringo, o gerente tinha 100 reais de dÃvida com o açougueiro e 100 reais a receber da prostituta. Teoricamente, zero reais no bolso. Com a circulação da nota do gringo, o gerente voltou ao mesmo ponto, só que sem dÃvida a pagar e sem a receber.
A menos que me tenha passado algo despercebido, ele ficou na mesma. Assim como os demais personagens: todos tinham 100 reais a receber e 100 a devolver. A circulação da nota apenas possibilitou isso.
A história é para mostrar apenas como a circulação de dinheiro, mesmo não gerando riqueza, melhora a vida de todos.
Ah, e discordo da ideia de que, se o gringo resolvesse ficar no hotel, seria pior para o gerente/dono. Ao contrário: na história original (o gringo indo embora), o gerente tem de devolver os cem reais; nesta nova possibilidade, os 100 pila ficariam com o gerente, deduzidos os custos da hospedagem do gringo, claro!
VinÃcius comentou:
Concordo com o March. De fato a circulação do dinheiro possibilitou uma atmosfera de harmonia para com os personagens, coisa que, na vida real, é extrema importância para que uma sociedade possa trabalhar e produzir resultados com maior eficiência.
cristina peres comentou:
Excelente história! Simples, de fácil assimilação. Vou usá-la na próxima vez que fizer alguma reunião.
Concordo que dinheiro parado é economia parada.
Bom mesmo é a conduta moral de todos em pagar seus fornecedores, sem mercadoria os personagens não poderiam mais trabalhar. Parabéns!
André Fogaça - www.guiainvest.com.br comentou:
Essa história é muito boa mesmo, concordo com a análise do March sobre o resultado final depois da circulação da moeda. No fim das contas a circulação não gerou riqueza mas melhorou a vida de todos.
wanderson comentou:
Discussões a parte, há uma cena parecida num dos capÃtulos do seriado da Rede Globo chamado “ó pa i ó” na qual uma nota de R$50,00 ou R$100,00 é transmitida por cerca de 10 personagens sempre pagando uma dÃvida ou promessa de valor igual. Neste capÃtulo inclusive, o “mundo financeiro está em crise” e é “salvo” com uma única cédula. Vale a pena conferir. É hilário e educativo.
Juarez Pereira da Silva comentou:
Foi isso que o Lula fez quando retirou o IPI dos carros utilitários e dos eletrodomésticos. Todo mundo comprou, a indústria funcionou, ninguem perdeu o emprego e o comércio funcionou muidto bem obrigdo.
Rogério Alencar comentou:
Bela estória que nos ensina um pouco da importância do dinheiro circular para que todos continuem vivendo em busca de seus sonhos.
Parabéns ao autor!
Ailton Pereira da Silva comentou:
Na verdade o que interessa para todos e que haja dinheiro circulando na economia. Se chegar no dia de pagarmos as nossas dividas e não recebermos dinheiro do nosso cliente ou do nosso patrão não poderemos honrar os nossos compromissos. E os nossos credores como vão pagar as suas contas ou realizar os seus lucros.
Quanto a redução dos impostos eu penso que se o governo reduzir estes arrecadara muito mais no final
carlos comentou:
de tão simples chega a ser piada.
Otima definição, parabens
Luciano comentou:
Se o veterinário tivesse usado os serviços da prostituta muitas vezes e prestado apenas um serviço ao dono da criação de porcos, num mesmo intervalo de tempo, os R$ 100 que recebeu não seriam suficientes para pagar a prostituta. Isso aconteceu nos EUA, onde um grande número de pessoas gastou demais, sem ter como pagar.
joão comentou:
O caixa público não é vaca que pasta no céu e dá leite na terra, logo, o problema não é o imposto que reduziria os R4 100,00, esta verba pagaria um funcionário público, que por sua vez gastaria no mercado novamente. Reduzir impostos é uma idéia inocente, o prejuÃzo da sociedade está na falta de eficiência na fiscalização da aplicação. Ao se reduzir o tamanho da verba, os cortes sobrariam sempre para a parcela mais humilde da população. Resultado: maior concentração de renda, menor eficiência da sociedade como um todo, encolhimento do mercado!

