Dúvidas

Caro usuário do MaisDinheiro.com.br,

O propósito deste site não é o de prestar serviços gratuitos, mas sim de auxiliá-lo na reflexão sobre o bom uso do dinheiro. Caso você queira ter sua dúvida esclarecida pessoalmente pelo Gustavo Cerbasi, participe do Money Forum, postando sua dúvida e participando da próxima sessão ao vivo, onde ela será respondida pelo consultor. O Money Forum é viabilizado pela parceria com a Expo Money e pode ser acessado pelo link http://www.expomoney.com.br/gcforum/money_forum.asp

Caso as perguntas e respostas do Money Forum não esclareçam suas dúvidas, a recomendação é pela leitura dos livros publicados. Você pode escolher o mais adequado para você lendo as sinopses disponíveis no link Livros.

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PERGUNTAS FREQÜENTES E RESPOSTAS SEGUNDO GUSTAVO CERBASI:

1. Em seus livros, você trata de investimentos que geram 1% de rentabilidade liquida. Gostaria de saber que investimento é esse.

Não existem opções de baixo risco no mercado que rentabilizem consistentemente (por muitos anos) seu capital a uma taxa líquida (descontado do Imposto de Renda) de 1% ao mês. O 1% ao mês de ganho não está em um banco ou outro, mas sim na sua escolha. Você pode conseguir esta rentabilidade em qualquer banco se montar uma boa estratégia de investimentos, compatível com seus objetivos, seu prazo e sua tolerância a riscos. Existem algumas estratégias que podem até mesmo superar este patamar com certa segurança, mas desde que seu horizonte seja de longo prazo e seu apetite a risco seja ao menos moderado. Para conhecê-las, recomendo duas leituras: Cartas a um Jovem Investidor, para que você se prepare para investir sempre bem, independentemente do investimento que escolher, e Investimentos Inteligentes, que apresenta estratégias muito eficientes para cada tipo de investimento.

2. Nos cálculos de rentabilidade e nos simuladores oferecidos no site, por que devo descontar a inflação do mês? O correto não seria atualizar a parcela a ser poupada mensalmente?

Em linhas gerais, o entendimento é o seguinte:

- descontamos a inflação para fazer projeções, simplesmente para ter uma idéia de quanto sua poupança futura valerá em moeda atual, para que você tenha uma noção exata de seus objetivos (se não fizesse isso, provavelmente seu “primeiro milhão” não seria capaz de comprar um automóvel daqui a algumas décadas);

- na prática, seu dinheiro crescerá mais rápido do que você calculou. Por isso, sempre que analisar seus investimentos e a rentabilidade, deve descontar a inflação do período, pois esse ganho não é real, é apenas uma atualização de valores;

- ao longo da construção de seu plano, as aplicações mensais e sua meta futura de poupança devem ser atualizados pela inflação (ao menos uma vez ao ano), para que realmente atinja o objetivo proposto.

Para ir a fundo nesse assunto e encontrar exemplos, sugiro a leitura do meu primeiro livro, Dinheiro: os segredos de quem tem.

3. Qual é o indexador de inflação que devo seguir como referência, para efetuar todo mês a correção sobre as minhas aplicações?

Você pode corrigir suas aplicações pela inflação apurada pelo IPCA, medido pelo IBGE (www.ibge.gov.br), uma vez que se trata de um índice que mede a variação dos preços ao consumidor, o que tende a refletir melhor a inflação incidente sobre os bens consumidos por pessoas físicas com renda entre um e quarenta salários mínimos. Porém, como explico detalhadamente em Dinheiro: os segredos de quem tem, melhor ainda seria calcular seu próprio índice de inflação e, baseado neste valor, reajustar suas aplicações. Para isto, você pode baixar a planilha de Orçamento Familiar mensal que disponibilizo no site (http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores/ ) e, ao preenchê-la, você notará que seu índice de inflação mensal será automaticamente calculado na linha 112. Eventualmente, você terá que fazer ajustes nesse cálculo quando algum gasto fugir muito da média mensal.

4. Fiquei em dúvida sobre o que seria o campo “Inflação Familiar” da planilha de Orçamento Familiar que baixei aqui do site Mais Dinheiro.

O campo “Inflação Familiar” embute uma fórmula que irá calcular qual foi a variação de preços dos itens que você consumiu de um mês para o outro. Trata-se de uma importante estimativa da evolução dos preços dos principais itens de consumo de seu orçamento e que pode ser utilizada para reajustar o valor que você aplica mensalmente visando a sua aposentadoria.

Fazendo isto, você irá garantir que os recursos poupados serão capazes de manter seu poder de compra ao longo do tempo, medida de grande valia, principalmente quando se aborda o longo prazo. Fica a dica para que você leia meu primeiro livro, Dinheiro – Os segredos de quem tem, pois exploro em detalhes o tema da inflação relacionado à administração financeira pessoal e ao planejamento financeiro.

5. Recebi um grande valor e gostaria de saber quanto terei acumulado daqui a um certo prazo. Como fazer as contas?

Para auxiliar-lhe com os cálculos, você pode utilizar o simulador de poupança que disponibilizo para download em meu site (http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores/)

6. Qual a diferença entre Financiamento e Consórcio?

Nem um nem outro são investimentos, mas sim formas caras de consumir antes de você ter dinheiro para isso. Quem planeja adquirir bens de alto valor, como casa, motocicleta ou automóvel, normalmente depara-se com a dúvida de optar por um financiamento ou um consórcio para conseguir ter o bem em mãos. Teoricamente, essa dúvida não deveria existir, pois os dois produtos de crédito possuem características bastante distintas, para pessoas com necessidades diferentes.

O primeiro passo para analisar a alternativa que é melhor para você é solicitar ao gerente do banco ou do consórcio, sempre, uma simulação dos pagamentos a fazer mês a mês até o final do plano, supondo que não haja inflação daqui para frente. Com a inflação baixa, a simulação dá uma boa idéia do quanto será desembolsado para adquirir o bem.

Você perceberá que, salvo tenha escolhido uma péssima alternativa, o consórcio é mais barato do que o financiamento. Porém, você depende normalmente de sorteio para ter sua cota contemplada, ou então terá que ter uma boa reserva financeira para poder dar um lance maior que o de outros cotistas e adquirir sua carta de crédito o quanto antes. Se demorar a ser contemplado, o consórcio passará a ser um mau negócio, pois você estará pagando por um bem que ainda não tem.

Isso não acontece no financiamento, onde o efeito dos juros sobre juros faz com que essa seja a alternativa mais cara, mas que lhe confere o bem logo no começo do plano. O ideal é poupar para pagar à vista. Mas, para quem já tem boa parte da poupança feita e ainda pode esperar algum tempo, o consórcio pode ser um ótimo negócio. Para quem realmente precisa do bem e não tem poupança alguma, a recomendação é pelo financiamento.

7. Tenho uma casa, carro ou moto financiada, e também tenho o dinheiro pra quitar o financiamento do bem. É melhor antecipar as prestações ou manter o dinheiro poupado e continuar pagando o financiamento?

Em geral, antecipar as prestações de financiamentos não é um bom negócio. O motivo é o fato da maior parte dos contratos permitir apenas que você antecipe as últimas prestações, que são as que embutem menos juros e quase todo seu valor consiste em amortização da dívida. Como conseqüência, você não recebe nenhum desconto vantajoso ao antecipar prestações. Nesses casos, a melhor alternativa é continuar pagando o financiamento normalmente e investir com segurança os recursos que estão disponíveis. Sobre este tema, recomendo a leitura de meu primeiro livro, Dinheiro – Os segredos de quem tem, no qual exploro a matemática financeira das tabelas de financiamentos.

8. Por onde devo começar a investir?

O “melhor investimento” depende de alguns fatores relacionados à sua vida financeira, como tempo para investir, propensão a assumir riscos e objetivos com o investimento. Para aprender mais sobre investimentos e responder você mesmo a esta questão com mais propriedade, sugiro a leitura de dois de meus livros: Cartas a um Jovem Investidor, para que você se prepare para investir sempre bem, independentemente do investimento que escolher, e Investimentos Inteligentes, que trata de estratégias para cada tipo de investimento. Você encontra uma sinopse de cada livro aqui no site: http://www.maisdinheiro.com.br/livros/.

9. Gostaria de saber qual seria a melhor maneira de começar a juntar dinheiro para no futuro ter uma aposentadoria tranqüila.

Uma das melhores maneiras de se juntar dinheiro para a aposentadoria é ter disciplina, ter metas para serem atingidas e investir corretamente. Para isto, você pode utilizar a planilha de Orçamento Familiar para auxiliar-lhe com a disciplina e controle de suas finanças. Além disso, tendo objetivos concretos para serem atingidos, tende a ser mais fácil (ou talvez menos difícil) resistir a algumas tentações de consumo, pois cada centavo mal gasto representará um passo para trás em sua trajetória. Leitura recomendada: Dinheiro – Os segredos de quem tem.

10. Como faço para investir em ações?

Investir em ações tende a ser uma ótima pedida, mas desde que você esteja ciente de sua tolerância a riscos e que não precise do dinheiro nos próximos anos. Se você for iniciar com menos de R$ 1 mil, sugiro aplicar em um fundo de ações, pois os custos envolvidos para compra de ações inviabilizam investimentos abaixo deste valor. Conforme seu montante for crescendo e você tiver maior conhecimento acerca do mercado, aí sim seria interessante você negociar ações diretamente. Para comprar ações, você sempre precisará de uma corretora de valores para intermediar a negociação. Assim, a primeira coisa a fazer é procurar por uma corretora e se cadastrar. Você pode conferir no site da Bovespa (www.bovespa.com.br) a relação das corretoras listadas, assim como os dados de cada uma para que você possa entrar em contato. Após ter seu cadastro efetuado, você pode utilizar a ferramenta conhecida como homebroker, que irá lhe permitir comprar e vender ações pela internet. Para aprender mais sobre investimentos, sugiro a você duas leituras de minha autoria: Cartas a um Jovem Investidor, para que você se prepare para investir sempre bem, independentemente do investimento que escolher, e Investimentos Inteligentes, que apresenta estratégias muito eficientes para cada tipo de investimento.

11. Estou seriamente endividado e não sei como sair dessa situação. O que fazer?

Nunca é tarde para reverter uma situação desfavorável. Tudo dependerá da sua força de vontade para dar a volta por cima. O primeiro passo é conscientizar-se de que é necessário mudar. Por mais simples que possa parecer, esse na verdade é o passo mais difícil. Tendo isso em mente, a solução para sair do vermelho é decretar guerra às dívidas, tentar eliminá-las da forma mais rápida e intensa possível. Utilize a criatividade para vender coisas de que não precisa para fazer um dinheirinho extra, evite compras desnecessárias e se proponha a fazer esse esforço por um período curto e determinado, por exemplo, três ou quatro meses. Será muito fácil corrigir a situação se você optar por uma ação intensa e por pouco tempo. Economizar aos pouquinhos será como cavar um buraco próximo ao mar. Os juros, como uma onda, farão do buraco de dívida o mesmo que fazem com o buraco de areia…

Elimine primeiro as dívidas de cartão de crédito e cheque especial, pois embutem as taxas de juros mais elevadas do mercado. Você pode substituí-las por um crédito pessoal ou mesmo o consignado (com desconto em folha de pagamento), caso a empresa para qual trabalha ofereça essa possibilidade. Além disso, procure seus credores o quanto antes, exponha a eles a situação e peça um prazo mais longo para quitar suas dívidas. Se possível, pleiteie uma redução no valor das dívidas, uma vez que você corre o risco de não conseguir pagá-las. Além disso, monte um plano para eliminar suas dívidas e acompanhe de perto o andamento de suas finanças pessoais. Para isso, você pode baixar a planilha de Orçamento Familiar (http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores/) disponível no site. Finalmente, uma última dica é acessar o site www.endividado.com.br e checar as opções disponíveis para contornar essa situação.

12. Fiz o download da planilha de Orçamento Familiar (http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores/), porém tenho dúvidas quanto ao preenchimento dos campos de acompanhamento dos investimentos.

Entre as linhas 135 e 138, nas quais você lançará os valores aplicados em alguma opção de investimento no mês, o lançamento destes números deverá ser precedido do sinal negativo. A idéia é visualizar o número em termos de fluxo de caixa, ou seja, saindo do seu bolso como se fosse uma despesa. Se você começou a preencher a planilha, por exemplo, no mês de julho, deverá digitar manualmente, entre as linhas 156 e 159, a rentabilidade de cada aplicação. Contudo, note que você deverá fazer isto somente neste primeiro mês. A partir de agosto, na coluna imediatamente à direita e entre as linhas 145 e 148, você precisará somente lançar o valor do saldo das aplicações, pois a planilha calculará imediatamente a rentabilidade de cada investimento. Se houver nova aplicação ou algum resgate em agosto, lance os valores entre as linhas 135 e 138, mas com sinal inverso: negativo, se for investimento, e positivo, caso haja algum resgate. Por fim, talvez seja necessário você desproteger a planilha para preenchimento manual do rendimento do primeiro mês de seu fluxo. Para isto, basta acessar, no menu superior do Excel, Ferramentas – Proteger – Desproteger Planilha para que possa fazer esta alteração manualmente.

13. Utilizei o Simulador de Poupança, porém estou acostumado a utilizar a calculadora HP12c e percebi que ambos davam valores divergentes. Qual o motivo disso?

Provavelmente você está com a opção “BEGIN” selecionada em sua HP 12C. Para reverter e trocar pela “END”, de forma a contabilizar os pagamentos somente no final do período, como no simulador, basta apertar a letra G seguida do número 8. Fazendo isto, os números da calculadora e do simulador irão bater.

14. Somos um casal e, no caso de juntarmos os recursos dos dois em aplicações conjuntas, como lidar com sonhos individuais, que dependam de alcançar uma quantia grande de dinheiro, já que o dinheiro nos investimentos é dos dois?

A decisão de juntar as economias do casal dependerá muito da disposição de vocês em controlar os valores, dentro de uma mesma aplicação, destinados a cada um dos objetivos de vocês. Se vocês se sentirem confortáveis com isto, a forma mais simples de controlar vários planos em um único investimento é determinando percentuais de suas aplicações para cada projeto (ex. do total da aplicação, 10% são para viagem, 40% para filhos, 50% para a casa).

15. Gostaria de atuar profissionalmente como consultor financeiro pessoal. O que é preciso fazer para iniciar na carreira?

Para atuar como profissional desta área, é muito importante que você obtenha algum diferencial em relação aos demais concorrentes. Neste sentido, sugiro que você se informe sobre a certificação CFP, através do site do IBCPF, instituto responsável por esta certificação no Brasil: www.ibcpf.org.br. Trata-se de uma espécie de “selo de qualidade” para atuar nesta área, que provavelmente lhe proporcionará grandes aprendizados e boas oportunidades de trabalho. Se quiser, você pode também optar por cursos direcionados a esta área como, por exemplo, o MBA Advisor em Finanças Pessoais oferecido pela Fipecafi (www.fipecafi.com.br). Por fim, recomendo que você confira a próxima edição da Expomoney (www.expomoney.com.br), maior evento do País sobre finanças pessoais. No evento, você poderá assistir a várias palestras gratuitas e ter contato com vários profissionais que já atuam nesta área.

17. Quando compro uma ação e o papel se desvaloriza eu posso chegar ao ponto de perdê-lo?

Quando você compra uma ação, seja diretamente na bolsa, seja através de um fundo de ações, você se torna sócio dessa empresa. Assim, essa sua participação na sociedade, representada pela quantidade de ações que você possui, sempre valerá alguma coisa, a não ser que a empresa quebre. Por isso mesmo é muito importante escolher bem as ações que pretende adquirir para não correr esse risco.

18. Muitas lojas vendem um produto em 10 vezes e se comprarmos à vista o valor é o mesmo. Qual a melhor opção?

Muitas lojas fazem isso porque geralmente os juros já estão embutidos no valor do bem. Como alguns lojistas têm acordos com financeiras e operadoras de cartão de crédito, eles ganham rebates dos juros que o consumidor indiretamente pagará pela compra do produto. Se concederem desconto ao cliente para recebimento à vista, perderão esse rebate. Tirando esta situação, a única em que a negociação não funciona é quando a loja vende um produto único, item de moda, que dificilmente será encontrado em outra loja. Fora este caso, se duas lojas concorrem para vender um produto, certamente haverá briga entre elas para ganhar o consumidor. Sugestão: pesquise e pechinche. Às vezes, vale a pena rodar em algumas outras lojas para pedir descontos. Caso não seja possível, opte pelo pagamento que engloba maior prazo, pois você ganhará se mantiver seu dinheiro aplicado e desembolsar aos poucos, ao longo do tempo, para pagar a mercadoria adquirida ou serviço contratado.

19. Por que obtemos resultados diferentes quando usamos os mesmos valores nos cálculos do Simulador de Poupança e do Simulador de Aposentadoria, disponibilizados no site?

No caso do simulador de poupança, você obterá, como resultado, a renda que você poderá auferir na aposentadoria a partir de determinada aplicação mensal que você poderá variar (na célula D15). Por sua vez, no caso do simulador de aposentadoria, a idéia é justamente a oposta: a partir de determinada renda de que você deseja desfrutar durante a aposentadoria (célula D5), esse simulador lhe retornará o esforço mensal a ser feito (célula D15) para que você possa obter um montante de recursos que lhe permita desfrutar daquela renda desejada.

20. Qual dos sistemas de financiamento é mais vantajoso para financiar um imóvel: Tabela Price ou Tabela SAC?

A tabela SAC irá exigir mais de você no início; com o tempo, o valor da prestação irá diminuindo. No caso da tabela Price, o valor das prestações permanecerá inalterado ao longo de todo o tempo, exceto se houver alguma cláusula no contrato de financiamento que implique reajuste deste valor (geralmente a prestação é corrigida por algum índice de inflação, como o IGP-M). Quando a taxa de juros praticada nos dois modelos é a mesma, o sistema SAC custa menos e é mais fácil de pagar (você paga mais quando sabe que tem condições para isso). Fica a dica para que você acesse a seção de simuladores do site (http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores/) e baixe as duas planilhas que contêm os cálculos de cada uma das tabelas. Com isto, você conseguirá ter uma resposta mais palpável à sua pergunta.

21. O que é melhor para a compra do automóvel? Financiamento, consórcio ou leasing?

O financiamento e o leasing podem ser interessantes desde que o prazo para pagar não seja muito extenso, talvez no máximo dois anos. Prazos superiores a três anos devem ser desconsiderados, pois o custo financeiro desta alternativa mostra-se muito elevado. Se sua opção recair pelo financiamento, sugere-se comparar as taxas de juros para analisar qual a mais vantajosa: o leasing costuma oferecer taxas mais baixas que o financiamento, mas, ao contrário deste último, não permite quitações antecipadas (ou implica um prazo de carência de pelo menos dois anos antes de oferecer a possibilidade de antecipar parcelas). O consórcio, por sua vez, tende a ser uma opção mais interessante do ponto de vista financeiro, uma vez que é menos custoso. Há, contudo, a incerteza quanto ao tempo para ser contemplado – é uma alternativa para quem realmente pode esperar para ter o bem. Caso opte pelo consórcio, recomenda-se que, antes aderir a algum grupo, se verifique a idoneidade da instituição que o administra para não correr o risco de ter surpresas desagradáveis no futuro.

22. Existe algum site que demonstre os índices econômicos e sociais por país, como investimento direto, taxa de emprego/desemprego, renda, juros, analfabetismo, exportações, etc.?

É possível encontrar muitas informações interessantes a esse respeito acessando os sites do FMI (www.imf.org) e do Banco Mundial (www.worldbank.org).

23. Por quanto tempo se deve guardar faturas pagas, tais como: luz, condomínio, celular, cartão de crédito, e etc.?

Geralmente, recomenda-se guardar comprovantes de faturas pagas por no mínimo cinco anos, ou dez anos no caso de impostos, pois esse é o prazo legal para prescrição de qualquer reclamação que eventualmente possa ser feita contra você. Atualmente, muitos bancos já oferecem a possibilidade de armazenar esses comprovantes em arquivos eletrônicos, o que reduz o desconforto causado para guardar tantos papéis. Contudo, a sugestão é guardar em mais de um computador (ou pen drive), para evitar situações desagradáveis, caso haja algum problema que faça com que você perca os arquivos.

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